quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fevereiro


Foto: Clóvis Campêlo/1994
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POEMAS INÚTEIS
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FEVEREIRO

Fevereiro traga, fevereiro flagra;
fevereiro treme, fevereiro freme;
fevereiro serve, fevereiro ferve;
fevereiro traz, fevereiro faz;
fevereiro abunda, fevereiro afunda;
fevereiro gesta, fevereiro é festa!

Clóvis Campêlo
Recife, 2008
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

O bonde elétrico no Recife

O bonde elétrico na paisagem recifense
Foto: Mário de Andrade
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DICIONÁRIO DE ASSUNTOS PERNAMBUCANOS
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O BONDE ELÉTRICO NO RECIFE
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Clóvis Campêlo
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Os bondes elétricos surgiram no Recife como consequência do processo evolutivo dos meios de transporte coletivo na cidade.
O serviço de bondes elétricos foi inaugurado oficialmente no dia 13 de maio de 1914, sendo governador do Estado o general Emydio Dantas Barreto. O novo serviço público de transporte coletivo, substituto dos bondes de burros e da maxambomba, era explorado pela companhia inglesa Pernambuco Tramways & Power Company Limited.
Segundo o site da Fundação Joaquim Nabuco, os bondes elétricos eram altos e possuiam estribos para facilitar a subida e a descida dos passageiros. Mediam três metros de largura e tinham bancos largos de madeiras para acomodar cinco ou seis passageiros, cada um. As linhas de ida e de volta, independentes uma da outra, ocupavam quase toda a largura das ruas. Era o único meio de transporte coletivo, naquela época, já que os automóveis eram caros artigos de luxo importados.
Nos carros de primeira classe, era proibido fumar nos três primeiros bancos. Nos reboques de segunda classe, eram carregados fardos de verduras e frutas, além de todo tipo de mercadorias para abastecer os mercados dos subúrbios.
Segundo os estudiosos do assunto, vários fatores colaboraram para a extinção dos bondes elétricos na nossa cidade, apesar de rodarem até praticamente o final dos anos 50, como o crescimento demasiado da área urbana, com a criação de novos bairros, e a dificuldade para se encontrar peças de reposição, após a Segunda Guerra Mundial.
Consta ainda que, apesar do seu espírito pioneiro, o Recife foi a última das grandes capitais brasileiras a instalar o serviço de bondes elétricos.
Em dezembro de 1928, o escritor paulista Mário de Andrade visitou o Recife, como cronista do Diário Nacional, fazendo vários registros fotográficos dos bondes na paisagem metropolitana, como o que ilustra essa matéria.
Em 1960, os bondes elétricos foram definitivamente substituídos por ônibus elétricos, os tróleibus, adquiridos nos Estados Unidos e pertencentes à Companhia de Transportes Urbanos, estatal ligada à Prefeitura da Cidade do Recife.
Era a modernidade chegando definitivamente ao Recife.
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domingo, 15 de novembro de 2009

Raio assusta San Martin


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HISTÓRIAS INUSITADAS DO RECIFE A ADJACÊNCIAS
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RAIO ASSUSTA SAN MARTIN
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Clóvis Campêlo
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Cidade de clima ameno e pouca afeita a tempestades tropicais, o Recife amanheceu com o céu levemente nublado na sexta-feira, dia 9 de março de 2001.
Por volta das 10 horas, nuvens escuras se formaram, acompanhadas por ventos rápidos e fortes trovões, pressagiando um vendaval que não chegou a acontecer.
Às 11h10, no entanto, um raio despencou assustando os moradores do bairro de San Martin, na zona oeste da cidade. Apesar de ninguém ter ficado ferido, a descarga explodiu um transformador de energia elétrica, derramando o óleo do equipamento no chão e provocando um princípio de incêndio na casa de número 2126 da Avenida General San Martin. Além disso, a cobertura de uma loja vizinha à casa também foi afetada.
O aspecto positivo do acontecimento foi o gesto solidário da comunidade, apagando o fogo e evitando que o acidente tomasse maiores proporções.
O fato negativo foi a ausência do Corpo de Bombeiros Militar, que, mesmo sendo acionado, não compareceu ao local para tomar as providências de sua responsabilidade. Vale salientar que nessa mesma semana a corporação havia distribuído na cidade os carnês com a cobrança anual da Taxa de Prevenção e Extinção de Incêndio.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Luciano Veloso, a Maravilha do Arruda


SANTA CRUZ, A HISTÓRIA E A GLÓRIA
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LUCIANO VELOSO, A MARAVILHA DO ARRUDA

Clóvis Campêlo

Um dos maiores jogadores que já passaram pelas fileiras do Santa Cruz, Luciano Jorge Veloso nasceu na cidade de Pesqueira, no sertão pernambucano, no dia 13 de setembro de 1948.
Segundo o pesquisador Marcos Velloso, no blog Os grandes ídolos do Santa Cruz, Luciano foi o segundo maior artilheiro da história do clube coral, marcando 174 gols em 409 jogos disputados, além de ser o quarto maior goleador em campeonatos pernambucanos, com 110, tentos marcados, dos quais 83 foram feitos com a camisa do Mais Querido de Pernambuco, situando-se atrás apenas de Baiano, Tará e Fernando Carvalheira.
Iniciou a sua carreira futebolística em 1965, no Clube de Regatas Brasil, de Maceió. No Santa Cruz, permaneceu por dez anos, de 1965 a 1975, defendendo ainda o Sport (1975-76), o Corinthias (1977-78), Juventus (1979-80), Portuguesa (1980-81), Náutico (1981-82) e Central (1982), onde encerrou a sua gloriosa carreira.
Como jogador, foi pentacampeão pernambucano (1969-73) pelo Santa Cruz, além de ter sido ainda campeão pernambucano pelo Sport, em 1975, e campeão paulista pelo Corinthias, em 1977.
Consta que Luciano, ao chegar aos juniores do Mais Querido, tinha o apelido de Dodô. Acontece que no time já havia outro Dodô, que atuava como goleiro. Para evitar confusão com os nomes, foi sugerido por um dos diretores que os jogadores passassem a ser chamados pelos nomes de batismo, surgindo assim Luciano e Naércio, dois ídolos do time coral.
Por suas qualidades técnicas, o craque logo ascenderia ao time principal. Sua ascensão coincidiu com a política adotada pelo Santa Cruz, na época sob o comando do presidente James Thorp, de formar uma equipe com jogadores prata-da-casa e oriundos da própria região nordestina, evitando os jogadores caros vindos do eixo Rio-São Paulo. A estratégia deu certo, levando o tricolor do Arruda a conquista do pentacampeonato estadual, nos anos de 1969 a 1973.
Embora sendo pernambucano, Luciano começou no CRB alagoano, aos 17 anos, levado pelo irmão Paulo Veloso, centroavante que também jogou no Santa Cruz no período do pentacampeonato. Chegou ao Santa Cruz pelas mãos do técnico Batista, depois de atuar num jogo contra o clube pernambucano, onde mesmo perdendo por 3x2, fez uma grande partida, marcando os dois gols do time da Terra dos Marechais.
Com sua categoria e seu chute forte, Luciano foi uma peça fundamental na conquista do mais importante título estadual do tricolor do Arruda. Na campanha do pentacampeonato, balançou as redes 69 vezes, tornando-se, ao lado do atacante Fernando Santana, o maior goleador desse período. Foi também o jogador que mais vezes vestiu a camisa coral durante a campanha do penta, participando de 126 jogos dos 131 realizados, com a inacreditável marca de haver atuado em 96% das partidas. Vale salientar, ainda, que em 1969, ao ganhar o primeiro campeonato do título inédito, o Santa Cruz amargava um jejum de 10 anos.
Os anos de 1969 e 1970 foram tão marcantes na carreira de Luciano Veloso, que o meio-campista teve o seu nome incluído na lista dos 40 jogadores pré-selecionados para a Copa do Mundo de 1970.
A sua eficiência e categoria, porém, não se limitou apenas aos campeonatos pernambucanos disputados com brilhantismo. No Campeonato Brasileiro de 1973, terminou entre os principais craques do concurso Bola de Prata, instituída pela revista Placar, ao lado de jogadores como Forlan, Ademir da Guia e Fito Neves, que, na época, atuava pelo Bahia. Jogando os Brasileirões de 1971 a 1974, pelo Santa Cruz, Luciano marcou 34 gols em 96 jogos disputados, uma marca considerável para quem atuava no meio de campo.
Por tudo isso, ganhou com merecimento a patente de Maravilha do Arruda.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vela branca


POEMAS INÚTEIS
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VELA BRANCA

Vela branca a navegar
sobre a linha do horizonte,
visão branca a macular
azuis de planos distantes.

Entre ela e o meu olhar
um elo, hipérbole, ponte,
anseios de um transbordar
se estabelece em instantes,

rasgando a seda do ar,
líquido a jorrar da fonte,
gaivota bela a lembrar
projétil em vôo rasante.

Retorno ao meu caminhar
ante que o vento me aponte
outro caminho a singrar,
outros destinos adiante.

Clóvis Campêlo
Recife, 1992
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sábado, 7 de novembro de 2009

O Homem da Meia Noite


DICIONÁRIO DE ASSUNTOS PERNAMBUCANOS
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O HOMEM DA MEIA-NOITE
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Clóvis Campêlo
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É o mais famoso boneco gigante do carnaval de Olinda.
O bloco foi criado por Benedito Bernardino da Silva, Sebastião Bernardino da Silva, Luciano Anacleto de Queiroz, Cosme José dos Santos, Manoel José dos Santos e Eliodoro Pereira da Silva, no dia 2 de fevereiro de 1932, como uma dissidência do bloco Cariri, que saía às 4:30 horas do domingo de carnaval e se intitulava com a primeira agremiação a desfilar pelas ruas da Marim dos Caetés.
O boneco foi concebido pelos amigos e fundadores do bloco Benedito e Luciano, que o criaram para desfilar puxando o bloco à meia-noite do sábado de Zé Pereira, abrindo o carnaval da cidade.
Ao longo dos anos, foram vários os carregadores oficiais que conduziram com sucesso o boneco famoso pelas ruas e becos de Olinda: Enrique Alabamba, Amaro Biluca, Basto, Paulo 19 e Alcides Honório dos Santos, o Cidinho, este o mais famoso que conduziu com elegância o calunga por mais de 40 anos. Hoje é Pedro Garrido quem assume essa grande responsabilidade. O boneco chega a medir 4 metros de altura e pesa aproximadamente 50 quilos.
Existe na internet um site dedicado ao boneco famoso, contando a sua história e os acontecimentos e curiosidades que marcaram a sua trajetória no carnaval olindense.
É só acessar http://homemdameianoite.com.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

De olho em Cuba


POEMAS INÚTEIS
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DE OLHO EM CUBA
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De olho em Cuba,
vim do Pina lançando.
Lançando impropérios
contra a arrogância
sanguinária de Tio Sam,
lançando impropérios
contra o motociclista bêbado,
lançando impropérios
contra os buracos das ruas,
lançando impropérios
contra as aves do mangue
que insistem
em seus vôos libertários
enquanto o Homem
destrói o planeta.
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Clóvis Campêlo
Recife, 2008
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Granizos na caatinga


HISTÓRIAS INUSITADAS DO RECIFE E ADJACÊNCIAS
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GRANIZOS NA CAATINGA
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Clóvis Campêlo
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Ostentando a condição de quinta cidade mais pobre do Estado de Pernambuco, Machados foi manchete nos jornais por conta da chuva de granizos acontecida no sábado, dia 10 de março de 2001.
O fenômeno aconteceu à tarde, e, durante 30 minutos, juntamente com os fortes ventos acontecidos, a precipitação das pedras de gelo provocou o destelhamento de mais de quarenta casas e destruiu quase toda a plantação de bananas, base de sustentação econômica do município, além de derrubar outras árvores como cajueiros, cajazeiros, pés de siriguela e paus-d’arco.
Segundo o Departamento de Hidrometeorologia da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, o fenômeno foi provocado por nuvens convectivas que se formaram na região da sexta-feira para o sábado.
Além do choque térmico provocado nas plantas pela queda das pedras de granizo, com os ventos fortes os pés de bananeira foram arrancados do chão ou quebrados ao meio provocando um enorme prejuízo econômico a uma cidade que vive quase que exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios.
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Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 2001
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Casa de Banhos


DICIONÁRIO DE ASSUNTOS PERNAMBUCANOS
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A CASA DE BANHOS
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Clóvis Campêlo
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Ficava situada nos arrecifes que separam o oceano do porto da cidade do Recife, nas proximidades da antiga Ponte Giratória. Foi construída em 1880 por Carlos José de Medeiros, que solicitou autorização do Governo para a construção. Era uma construção de madeira e ferro que lembrava um navio sem mastro.
De início, funcionava como a residência do construtor e da sua família, que posteriormente resolveu explorar comercialmente o local, transformando-o em uma hospedaria para fins medicinais. Foi denominado oficialmente como Grande Estabelecimento Balneário de Pernambuco, ficando conhecido no boca do povo, no entanto, como Casa de Banhos.
Segundo a Fundaj, em 1902, possuía cinco banheiros que permitiam o uso simultâneo de 350 pessoas. Continha 102 compartimentos próprios para a higiene dos banhistas, um grande salão de refeições, duas salas, um gabinete de leitura e outras dependências.
No início do século XX, o local era frequentado pelos recifenses e também era muito procurada pelos estrangeiros, tanto para o repouso quanto para os banhos salgados nas suas piscinas naturais.
Nos jornais recifenses eram propagadas as suas condições de higiene e conforto e citadas as curas de várias doenças, inclusive o beriberi, alcançadas por hóspedes que frenquetavam o local, a preços nunca superiores aos cobrados pelos hotéis da época.
As roupas utilizadas para os banhos eram feitas de baeta, um tecido felpudo de lã, e os calções estendiam-se até os joelhos.
Consta que a Casa de Banhos transformou-se em negócio tão próspero que foi comprada pelo inglês Sydney Rodhes, que introduziu vários melhoramentos e inovações nos locais, aumentando também a tabela de preços. Isso provocou a intervenção do Governador do Estado, general Emídio Dantas Barreto, que alterou o primeiro regulamento do estabelecimento, datado de 31 de outubro de 1895, reduzindo os preços e tornando obrigatórios e gratuitos a concessão de banhos diários para vinte doentes pobre da Santa Casa de Misericórdia do Recife.
No final da década de 1920, depois de um período de decadência, a Casa de Banhos foi destruída por um incêndio.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

A forma


Foto: Clóvis Campêlo/1992
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POEMAS INÚTEIS
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A FORMA
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Quedar-se ante a dureza
da forma. Com consciência,
fazendo verso a ciência
e do verbo a natureza:
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rio que corre em leito estreito,
junção de vários conceitos.
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Cuide porém o poeta
pra que a obra, completa,
se mostre qual pele nua
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e, de poesia repleta,
a palavra seja crua.
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Clóvis Campêlo
Recife, 2007
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